AMA-Associação dos Moto Clubes Amigos de Congonhas - Congonhas - MG
LENDAS MITOS E INFORMAÇÕES
MOTOCICLISTA ESTRADEIRO - Pedido de Ajuda na Estrada
Muitos fazem curso de pilotagem, do tipo Pilotagem Segura, Condução de pelotão, Deslocamento em grupo, Pilotagem na chuva e etc... O que a grande maioria não sabe é um sobre pedido de ajuda do irmão de duas rodas, parado nas estradas que não é se quer falado em alguns destes cursos. Caso você tenha algum problema, qualquer que seja viajando com sua motoca, encoste no acostamento de forma segura e ao invés de ficar gesticulando feito louco na beira da estrada e colocando a vida em risco tentando chamar a atenção do irmão que vem passando de moto para pedir ajuda, basta tirar o colete e colocar na traseira da moto. Esta é uma forma de sinalização de pedido de ajuda. Tire o seu colete e pendure na traseira da moto com o escudo do colete virado para fora cobrindo a traseira da moto. As cores do brasão ou escudo mesmo que branco , darão destaque sobre o preto do colete, chamando a atenção de quem passa na estrada. Desta forma você estará sinalizando que tem problemas com sua moto e está precisando de ajuda. Isto funciona como uma espécie de triangulo como aquele que os carros possuem . Esta é uma maneira segura que o irmão das duas rodas saberá que você por algum motivo precisa de ajuda . Vamos divulgar esta informação de segurança para todos os nossos irmãos de MC, MG, MT, Trikes e etc.
A origem das coisas: Guardian Bell, o sino guardião
o sino guardião, também conhecido como guardian bell, biker bell ou ride bell. Diz a tradição que o sino tem que ser um presente, e que deve ser colocado na moto para afastar “maus espíritos”. Ele é colocado geralmente na parte inferior do quadro, próximo ao chão, para que o tilintar dele seja ouvido pela estrada. E se você roubar o sino de outro motociclista, ao invés de te proteger, você será amaldiçoado com todos os espíritos malignos que ele aprisionou.
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Existem várias lendas ao redor do sino guardião, com diversas origens diferentes, mas nenhuma é dada como certa. Na minha opinião, é como toda superstição: no fundo, elas servem para ensinar algo com um propósito prático, como não passar por baixo de uma escada pois algo pode cair em cima de você. Nesse caso, o sino era relativamente útil para avisar quando alguém estava mexendo na sua moto (o tal mau espírito), já que os alarmes de moto ainda demorariam bem mais de meio século para aparecerem. Mas isso é discutível.
15728d1228870177-who-rides-with-a-guardian-bell-bell-lo-resA lenda mais “mística” sobre o sino conta a história de um motociclista que estava voltando do México com os alforges carregados de presentes para crianças. No meio do caminho, foi surpreendido por criaturas místicas (ou talvez ele tenha experimentado peiote demais no México) que fizeram com que ele perdesse o controle e caísse da moto, ficando preso debaixo dela. Para espantar as criaturas, ele começou a atirar os presentes das crianças nelas. E ao pegar um sino entre os presentes, o tilintar dele fez com que outros motociclistas ouvissem o som, se aproximassem para ajudar, e expulsassem as criaturas. Em gratidão, ele amarrou os mesmos sinos na moto dos motociclistas que o ajudaram, e isso virou uma tradição. Dizem que até hoje as criaturas malignas das estradas fogem ao ouvir o tilintar de um sino guardião se aproximando.
Outra lenda diz que a estrada é repleta de espíritos malignos que gostam de causar problemas mecânicos nas motos, chamados de gremlins, e que o tilintar de um sino guardião recebido como presente os espanta. Uma terceira lenda diz que esses mesmos gremlins são atraídos e ficam presos na parte oca do sino. Com o andar da moto, o tilintar do sino os enlouquece, até que eles se jogam e caem na estrada. E é assim que os buracos surgem. Já sobre a origem histórica do sino, alguns defendem que ela data dos tempos das carruagens, pois algumas pessoas as ornavam com sinos para avisar seus familiares que eles estavam chegando com segurança em casa. Outros defendem que a origem é mais recente, surgiu em 1930 em Sturgis, porque o pessoal do Jackpine Gypsies Motorcycle Club davam sinos como passe de entrada para as corridas que eles organizavam. Não importa a origem, ou no que você acredita. O significado do sino guardião é um só: Quando você vê alguém na estrada com um desses, você sabe que o cara foi presenteado com o que há de mais importante na estrada: a amizade de outro colega motociclista.
Heróis ou Bad Boys
A história do motociclismo de estrada
A história do motociclismo de estrada esta diretamente associada à história dos moto-clubes. A seguir faremos um breve relato dos principais fatos que colaboraram para a edificação deste estilo tão cultuado. Data de 1868 a construção da primeira motocicleta, apesar do crescimento do interesse sobre esta máquina fantástica estar cercando a virada do século XX. Desde os primórdios, ela já despertava o instinto de liberdade naqueles poucos que ousavam desafiá-la. Não demorou muito para que esses primeiros motociclistas percebessem as vantagens de viajar em grupo - apesar de que andar de moto já é inevitavelmente um ato solitário -. Já na primeira década do século XX se organizavam corridas de motos, o que aumentaria consideravelmente o interesse a admiração por este novo meio de transporte e consequêntemente a criação de clubes que nada mais eram que entidades sociais de indivíduos que andavam de moto juntos. Neste período nasce o Moto Clube do Brasil primeira associação motociclística brasileira nos moldes de uma associação, cuja sede ainda hoje resiste no Rio de Janeiro. Estas associações persistiram até a década de trinta quando apareciam nos EUA os primeiros moto-clubes com tendências mais rígidas. Nesta época eram produzidas mais de 200 marcas de motocicletas, mas o mercado consolidou apenas três: Harley Davidson, Indian e Excelsior, que juntas respondiam por 90% das vendas. Nesta década a grande depressão devastou a indústria e apenas a Harley Davidson conseguiu sobreviver, apesar da Indian ter se mantido até 53 e retornado na década de 90. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos membros das forças armadas americanas foram desmobilizados e não conseguiram se readaptar vida da sociedade "normal" - deixando de lado auqui, o princípio da normalidade-. Era deprimente para eles, a rotina de trabalho, família, hipotecas, faculdades e etc... Acostumados com a adrenalina depois de tanto tempo vivendo no limite e ao mesmo tempo querendo desfrutar ao máximo a liberdade e o próprio fato de estarem vivos de volta ao seu país. Aos poucos foram se reunindo e encontraram na motocicleta o meio para satisfazer seu estilo de vida ideal. As motocicletas estavam baratas, vendidas como excesso de material nos leiloes militares. Logo esses indivíduos passaram a compartilhar os fins de semana, mas aos poucos quando chegava a segunda-feira, nem todos iam para casa, transformando o clube de motocicletas do fim de semana em uma família de irmãos substitutos em tempo integral. Principalmente na Califórnia os veteranos formaram centenas de pequenos moto clubes como: Pissed of Bastards, Jackrabbits, 13 Rebels e os Yellow Jackets. Os membros usavam suéteres do clube e rodavam juntos nos fins de semana. Lentamente formalizaram os escudos, as cores, que passaram a defender com sua honra, adaptando a hierarquia militar em uma estrutura de irmandade, subliminada sob os cargos eletivos das associações. Alguns clubes pre-existentes se readaptaram facilmente a esta nova filosofia, outros simplesmente desapareceram, o que não aconteceria no Brasil, os clubes Brasileiros não se adaptaram, continuando como associações ou se extinguindo. A A.M.A. (American Motorcycle Association) logo percebeu que a guerra tinha exposto muitos americanos as motocicletas e que os veteranos voltaram com experiências fantásticas em cima das Harley Davidson WA45, experiências estas, que eles fariam tudo para continuar vivenciando. Ansiosa em manter estes novos motociclistas, A A.M.A. passou a organizar competições, viagens e gincanas com um entusiasmo renovado. Entretanto a guerra não é o exercício mais saudável para a mente de quem combate no front e estes novos motociclistas farreavam muito mais que os motociclistas tradicionais. Sua rotina se resumia quase sempre a festas, diputas, bedeiras e como era inevitável, algumas brigas. Talvez buscando retomar o tempo perdido. A população tolerava esses excessos porque os motociclistas tinham a seu favor o fato de terem defendido seu país na guerra, apesar de tudo isso estar sendo financiado pelas pensões do governo, o que posteriormente pesaria contra os veteranos, quando saindo da depressão a América tentava otimizar seus custos com o apelo do apoio da população. Foi em Hollister (CA) que o mito da marginalidade se concretizou, um fim de semana negro era o que faltava ao puritanismo americano e a mídia sensacionalista para taxar os motociclistas de foras da lei e os moto-clubes de gangues. Neste período a polícia e os comerciantes criaram uma serie de alternativas nos locais onde eram realizados os encontros para contornar esta aclamada rebeldia, como fechar duas horas mais cedo e até deixar de servir cerveja. Os jornais estampavam manchetes sensacionalistas como “Revoltas... motociclistas assumem Cidade" e “Motociclistas destroem Hollister". Até a Revista Life estampou uma fotografia de página inteira de um motociclista em uma Harley, com uma cerveja em cada mão. A A.M.A. se viu então diante de um pesadelo, denunciou os Bastards, culpando-os pelos incidentes e tentando mostrar a sociedade que todos os motociclistas não poderiam ser culpados pelo vandalismo de um único Moto clube. Com o passar do tempo, ficou cada vez mais difícil separar os mitos da realidade. Quando Hollywood dramatizou o fim de semana de Hollister no filme de 1954 O Selvagem "The Wild One" com Marlom Brando, qualquer esperança de salvar a imagem dos motociclistas estava perdida. Os críticos pareciam incapazes de passar a idéia de que era puramente um filme sobre violência. Na realidade, há muito pouca violência pública em O Selvagem se comparado a muitos filmes de guerra da mesma época. O que parece ter perturbado os críticos era o fato de que a violência das jaquetas de couro estava de mãos dadas com a sexualidade contra a autoridade do puritanismo e dos ternos folgados. Nos poderíamos não estar lendo este artigo agora se uma única cidade naquele momento concordasse em permitir a A.M.A. promover novamente um encontro de motociclistas, o que só aconteceu cinco meses após os acontecimentos de Hollister. Mas ao contrário do que os puritanos e a policia esperavam, tudo aconteceu em paz e os comerciantes locais abriram suas portas para receber os motociclistas. Mas a mídia sensacionalista e principalmente a revista Best ainda insistiam em mostrar os motociclistas como bêbados ou na pior das hipóteses sociopatas. O que Hollywood conseguiu foi incentivar verdadeiros predadores a criarem moto clubes e constituír verdadeiras gangues, o que fez da década de 50, uma página negra na história do motociclismo. Nasce nesta época também a rivalidade entre alguns clubes e o senso de território. As motos eram em sua grande maioria Harley’s e passaram a ser despojadas de tudo que não fosse essencial - velocímetro, lanternas, espelhos e banco de carona - com isso ficavam mais leves e ágeis nas disputas. Esse estilo de moto ficou conhecido como Bobber, que mais tarde deu origem as chopper, que eram motos modificadas para viagens - com frente alongada, banco com encosto e santo Antonio -. A moto passou a ter grande importância como sendo um complemento da personalidade de seu dono, e como modificações eram sempre feitas pelos próprios motociclistas, não haviam assim duas motos iguais. A década de 50 também ficou marcada como a década de expansão dos MC’s Americanos para outros paises. A década de 60 foi fantástica para o movimento motociclistico. As motocicletas voltaram a ser tema de Holywood, Elvis Presley com Roustabout e Steve McQueen com A Grande Fuga, alavancaram uma série de filmes sobre o tema que chegou ao seu auge com Easy Riders. Finalmente vislumbra-se uma mudança imagem do motociclista com o início da fase romântica do motociclismo, que perdurou até o final da década de 70. Este período fixou o motociclística como ícone de liberdade e resistência para o sistema. Nesta década, mas precisamente em 1969, nasce no Rio de Janeiro, o primeiro moto clube Brasileiro que seguia a nova estrutura de hierarquia e irmandade dos Moto-clubes internacionais. Nesta década o estilo “motociclistico” assumiu uma nova imagem e vitalidade dentro do aspecto de amplição de estilos de vida contemporâneos. Estes movimentos revitalizaram a reputação do motociclista e foram responsáveis por atrair motociclistas cujo único desejo era projetar a imagem de diversão saudável, contribuição à comunidade e a liberdade inerentes a experiência das Harley-Davidson. Neste período, no Brasil, O Vigilante Rodoviário - Série produzida pela TV Tupi entre 61 e 62 - alimentava a imaginaçãoa aventureira de jovens e adultos. A década de setenta viu a disseminação dos moto-clubes pelo mundo, alguns se mantiveram fieis às antigas o Harley e outros se adaptaram a outras motos já que nesta década as motos japonesas começaram a dominar o mercado mundial. No Brasil, a instalação de montadoras japonesas e a lei que limitava a importação de motos, tornaram homens como Myster - falecido em 2002 - e os poucos moto clubes existentes, verdadeiros heróis da resistência. Brasil este que após lançar uma associação motociclística em conformidade com os padrões do inicio do século, padeceu sob um retardo de quase 60 anos na história do motociclismo de estrada mundial. A partir do final da década de sessenta iniciou-se o movimento de moto-clubes dentro destas novas normas de conduta e irmandade. Os sessenta anos de atraso, foram diluídos nas décadas de 70 e 80. Vivênciamos então a fase romântica de encontros onde o único prazer era viajar para estar com os amigos ao pe de uma fogueira falando sobre motos viagens e sabe-se o que mais..... Apesar de tudo, passamos também pelas outras fases, que culminaram com a popularização do estilo no Brasil a apartir de 1996, quando inúmeros moto clubes passaram a ser criados. Neste período, outra série de filmes como: A sombra de um disfarce e A vingança do justiceiro, insistiam em denegrir a imagem do motociclista. Muitos fatores levaram a esta popularização: O crescente aparecimento de moto-clubes - na mídia especilizada ou não - desfazia aquela aura de mistério medo, a liberação da importação, as fabricas japonesas pagando royalties a Harley para copiar seu desenho, a equiparação do dólar ao Real, a abertura de lojas da Harley no Brasil, os políticos visando um colégio eleitoral leal e abandonado e as prefeituras locais buscando ampliar o turismo em suas cidades. Comercialmente falando, sangue sugas passaram a criar milhares de eventos por ano - que mais parecem festas juninas do que um encontro motociclístico, com o único intuito de ganhar dinheiro no rastro da popularidade. Isto fez com que a maioria dos moto clubes autenticos, raramente sejam vistos em eventos, passando a organizar cada vez mais viagens exclusivas. Apesar de tudo, o espírito motociclístico ainda sobrevive no pensamento e na atitude daqueles que compreendem e respeitam seus valores e sua essência. Este relato tem o único intúito de concatenar a história do motociclismo de estrada. Se você discorda de algum ponto ou conhece fatos que possam ser acrescentados a narrativa, por favor envie sua colaboraçao.
Achei o texto abaixo em inglês e o traduzi. Muito pertinente para qualquer motociclista que se preze. O autor é desconhecido.
Eu piloto puramente, e somente, porque é divertido.
Eu piloto porque eu desfruto da liberdade que sinto ao estar exposto aos elementos e da vulnerabilidade ao perigo que é intrínseca à pilotar.
Eu não piloto porque está na moda pilotar.
Eu piloto minha máquina, eu não a visto. Minha máquina não é um símbolo de status. Ela existe simplesmente para mim, e somente mim. Minha máquina não é um brinquedo. Ela é uma extensão do meu ser, e eu a tratarei de acordo, com o mesmo respeito que tenho por mim mesmo. Eu me esforço para entender o funcionamento interno da minha máquina, do mais básico ao mais complexo. Eu vou aprender tudo que puder sobre minha máquina, de modo que eu não dependa de ninguém além de mim para sua saúde e bem-estar. Eu me esforço para melhorar constantemente minha habilidade de controle sobre minha máquina. Eu vou aprender seus limites, e usar minha habilidade para me tornar um só com minha máquina, de modo que nós possamos manter um ao outro vivos. Eu sou o mestre, ela é o servente. Trabalhando juntos em harmonia, nós nos tornaremos um time invencível. Eu não temo a morte. Eu farei, no entanto, tudo que for possível para evitar a morte prematura. Medo é o inimigo, não a morte. Medo na rodovia leva a morte, então eu não vou deixar que o medo me domine. Eu vou dominá-lo. Minha máquina viverá mais que eu. Assim, ela é meu legado. Eu vou cuidar dela para que futuros motociclistas possam admirá-la, assim como eu a admirei, quem quer que eles sejam. Eu não piloto para ganhar atenção, respeito, ou medo daqueles que não pilotam, e nem quero intimidá-los ou perturbá-los. Para aqueles que não me conhecem, tudo que eu desejo deles é que me ignorem. Para aqueles que desejam me conhecer, eu compartilharei com eles a verdade sobre mim, para que eles possam me entender e não temerem outros como eu. Eu nunca serei o agressor na estrada. No entanto, se outros mexerem comigo, a agressão deles será lidada da maneira mais severa que eu puder infligir sobre eles. Eu vou mostrar respeito para com outros motociclistas mais experientes ou sábios que eu. Eu vou aprender com eles tudo que eu puder. Eu não vou mostrar desrespeito para com outros motociclistas menos experientes ou sábios que eu. Eu vou ensiná-los tudo que eu puder. Será minha tarefa ensinar novos motociclistas, que assim desejarem, sobre o estilo de vida dos motociclistas, de forma que a raça continue. Eu vou instruí-los, assim como eu fui instruído por aqueles que vieram antes de mim. Eu vou preservar e honrar as tradições dos motociclistas que vieram antes de mim, e vou passá-las inalteradas adiante. Eu não vou julgar outros motociclistas em sua escolha de máquina, sua aparência, ou sua profissão. Eu vou julgá-los apenas na maneira como eles se comportam como motociclistas. Eu tenho orgulho dos meus méritos como piloto, mas mesmo assim não vou me gabar dos mesmo para outros. Se eles perguntarem, eu vou compartilhá-los. Eu vou estar preparado para ajudar qualquer outro motociclista que realmente necessite da minha ajuda. Eu nunca pedirei a outro motociclista que faça por mim algo que eu possa fazer por mim mesmo. Eu não sou um motociclista de meio-período. Eu sou motociclista a qualquer hora ou lugar onde estiver. Eu tenho orgulho de ser motociclista, e eu não escondo meu estilo de vida de ninguém. Eu piloto porque eu amo a liberdade, independência e o movimento do chão sob mim. Mas acima de tudo, eu piloto para melhor me entender, entender minha máquina, as terras por onde passo, e para encontrar outros motociclistas como eu.



Dicas pra quem vai andar de moto em grupo com os amigos
A internet está cheia de artigos que ensinam quais são as regras de condutas em um trem de motos. Quem faz parte de um motoclube ou participa de passeios como o do HOG acaba aprendendo isso naturalmente (se bem que em alguns casos, da pior maneira possível). Mas e aquelas pessoas que apenas querem se juntar com os amigos para um rolé com segurança? Será que elas precisam de uma estrutura tão rígida quanto a dos trens que usam batedores, road captains e afins? Afinal, muitos aqui costumam sair apenas em grupos de 3 a 5 amigos na maioria das vezes. Se esse é o seu caso, algumas dicas. A formação em X salva vidas A primeira coisa que você deve fazer é convencer todo mundo a andar sempre na formação alternada em X. Ela é a melhor maneira de dar segurança para todos. Nessa formação, você pode desviar de buracos e obstáculos sem se preocupar com o colega ao lado e ela também permite mais espaço à frente no caso de uma frenagem de emergência. A maior dificuldade aqui é fazer com que todo mundo siga a formação, tem sempre um que fica o tempo todo trocando de lado na pista (isso quando fica na mesma pista). Também tente não deixar buracos, se alguém sair do trem, quem vem logo após deve assumir imediatamente o lugar dele, enquanto o restante se reorganiza para manter a formação em X. Ao chegar numa cidade, vocês podem parar de andar em X e passar a andar em duplas pra economizar espaço. Mas honestamente, eu vou sempre de X até o fim. Não gosto de ter que me preocupar com alguém do meu lado. Combinem alguns sinais básicos Existem vários sinais universais para a estrada, mas não é necessário decorar nenhum. Seu grupo pode inventar seus próprios gestos que façam sentido pra vocês. E eles são sempre úteis. Não tem nada pior do que dois marmanjos tentando gritar alguma coisa um para o outro com o barulho do vento a 120km/h e escapes abertos. Os gestos que considero essenciais e que todo mundo entende são: Combustível acabando – Aponte pro tanque e faça sinal de negativo com o polegar, ou aponte pro tanque passe o indicador pelo pescoço. Diminuir a velocidade – Gesticule com um dos braços pra cima e pra baixo até que aquela anta do seu grupo, que gosta de acelerar na pior hora possível, entenda que é pra reduzir. Radar – Abra e feche os dedos e o indicador na direção do radar (mas ainda acho que o jeito mais engraçado é fazer o gesto de “guglu” do Sérgio Mallandro com uma das mãos…) Os outros sinais como lombada, buraco, areia na pista, andar em fila única e afins vai da necessidade de cada grupo. Tem grupo que prefere só ser avisado do mais básico e ficar atento na estrada, outros preferem que quem puxa o trem dê todas as dicas. O melhor é ver a necessidade do seu grupo e combinar antes de sair. No mínimo, combinem o da gasolina. O que mais vejo é gente se desencontrando porque um precisa parar pra abastecer e o outro não entendeu. Troquem os números de celular entre si Auto explicativo, não? Nada pior do que se separar do grupo e descobrir que você não tem o telefone do resto do pessoal. Olhe SEMPRE para o retrovisor Muita gente se empolga na estrada e acaba olhando apenas para a vista à sua frente. É seu dever olhar de tempos em tempos para o colega que vem atrás de você. Como alguns só usam a moto de vez em quando, essas motos são bem propensas a terem algum defeito que o dono não percebeu por causa do uso esporádico. Também tem sempre aquele que decide colocar um acessório novo logo antes de um rolé, sem ter testado antes. A moral da história aqui é: motos assim são mais propensas a apresentarem algum defeito. Fique de olho no seu amigo, é comum se esquecer de quem vai atrás e só perceber que a moto do sujeito parou quando vocês já estão quilômetros à frente dele numa estrada sem retorno. Geralmente, quando vocês se reagruparem esse coleguinha irá recebê-los assim:



Respeite o trem dos outros
Não entrem onde vocês não foram convidados. Se cruzar com outro trem, não tentem se meter no meio de outros motociclistas. Cruzou com outro trem? Ultrapasse ou mantenha distância. (Isso vale especialmente para o pessoal das esportivas, que adoram tirar onda fazendo zigue zague dentro do trem das motos custom.) Mas se por algum motivo vocês forem convidados a se juntar a um trem, assumam o lugar no fim da fila. Seu grupo usa colete? Então seja educado No mundo dos motoclubes, se você encontra um membro de outro MC com problemas na estrada, é seu dever parar para ajudá-lo, do contrário seu clube pode ser cobrado por essa postura depois. Apesar do pessoal que usa colete de motogrupo ou de motoamigos não se enquadrarem nessa categoria, essa é uma prática que eu acho que deveria ser ampliada. Se o seu grupo está viajando e encontrou alguém com problemas sozinho na estrada, pare pra ajudar. Não por medo de ser cobrado, mas simplesmente para fazer o certo. Seria muito bom se nós motociclistas e motoqueiros voltássemos a ser um grupo coeso e unido. Sei que o medo de assalto é grande, mas há uma certa segurança quando estamos em número maior. Por último, mas não menos importante: cumprimente os outros motociclistas Ao passar por outros motociclistas, cumprimente-os. Um hábito saudável que sempre foi parte da vida nas nossas estradas. Muita gente reclama que esse hábito se perdeu e que pouca gente responde a saudação de volta, por isso deixaram de fazer. Minha opinião? Foda-se. Você não tem que se sentir bobo por ter acenado para alguém na estrada que não retribuiu o gesto. Quem está sendo babaca ou esnobe é quem não responde, você não deve perder um minuto sequer do seu tempo pensando nisso. Por diversas vezes você vai encontrar essas mesmas pessoas que você cumprimentou ao parar para abastecer ou comer. Nessas horas, tê-las cumprimentado antes geralmente faz com que muitas delas venham puxar assunto. E todo mundo sabe que as histórias mais bizarras ou engraças são justamente as que nos contam na estrada… Bom rolé!



Colete? Brasão? Caveira? etc. Saiba os PQs!!

Às vezes há muita discussão acerca de como, onde e por que usar o colete com o brasão do motoclube (MC), e confesso que as opiniões, muitas vezes, divergem. Primeiramente pensemos a ideia do colete, por que colete? Por que não jaquetas, que são mais completas e protegem mais o motociclista? Logo no início da época em que surge a era do motociclismo, os primeiros MC's eram constituídos por veteranos do exército, que usavam o mesmo tipo de identificação que costumavam usar durante a Segunda Guerra Mundial, as jaquetas de couro pintadas com o seu esquadrão e inspirados na nose art das aeronaves. A cultura militar influenciou muito o motociclismo com seus patchs (escudos). As jaquetas por muito tempo, serviram para identificar o MC do qual o dono fazia parte e para se proteger dos inevitáveis tombos, já que os iniciantes desse movimento gostavam de fazer corridas (velocidade) e não havia nada melhor do que o couro para proteger a pele. Nunca ficou mesmo claro o motivo de se trocar as jaquetas pelos coletes de couro ou jeans. Há apenas algumas suposições, alguns acham que é mais uma influência do mito do cowboy, os vaqueiros americanos costumavam usar coletes de couro para proteger o peito do frio. Mas também gostavam de deixar os braços livres para se movimentarem e cavalgarem melhor. Outro motivo pode ser porque os coletes também podem mostrar a logo do clube, então um colete pode ser usado também tanto no calor (por cima de uma camiseta leve) quanto no frio (por cima de uma jaqueta, por exemplo), e o motociclista continuará mostrando as cores do seu clube em ambas as situações. Ainda vai além a praticidade dos coletes: não há melhor maneira de carregar pequenas coisas nos "bolsos e mais bolsos" que podem ser colocados neles. E surge aquela velha pergunta, que pensei e perguntei a um colega do ‘No Limit Moto Grupo’, "posso usar um colete mesmo não sendo de um MC??" "Claro que pode!" É diferente de usar um brasão de um determinado clube e não pertencer a ele! O uso de um brasão, escudo ou cores de um MC, tem a finalidade de distinguir um determinado MC perante a coletividade, de maneira a permitir que todos os integrantes sejam identificados. Não é uma mera camiseta, com um emblema estampado, que faz de seu usuário um integrante de um MC. Brasão no dicionário Michaelis quer dizer: Escudo de armas, emblema de pessoa ou família nobre, fama, glória, honra. Para o motociclista de MC é uma bandeira que cada um carrega e que deve ser honrada e usada com respeito e responsabilidade. Está em jogo o nome de todas as pessoas que compõem o MC, traduzido num emblema. O brasão ao qual me refiro significa algo mais do que um simples símbolo, está inserida nele uma história, é algo muito além, que está ligado ao bom costume, à moral. O brasão na verdade de um MC é uma conquista à custa de mudança de atitude, respeito a si e ao próximo e, principalmente, aos “irmãos” de MC. Voltando ao assunto de ‘colete’, então quais os benefícios do uso dele com o brasão do seu MC? Por ser uma espécie de irmandade, todos os motociclistas que se sentem como tal, ajudam-se mutuamente, então quando se usa um colete, isso quer dizer “ESTAMOS JUNTOS NA ESTRADA”. Bem, eu ainda não faço parte de nenhum MC, mas pretendo posteriormente ingressar em algum. Se essa questão do período de experiência para poder receber um brasão de algum MC existir mesmo, como algumas pessoas comentam, verei aquele com o qual tenho mais simpatia e me candidatarei..rsrs. Se é que posso chamar o processor assim. Vocês podem comentar aqui, deixar opiniões, adoraríamos! ...



Existem três símbolos muito presentes no motociclismo,
principalmente entre aqueles integrantes de moto clubes e moto grupos. Muitos o usam sem saber seus significados, apenas o utilizam por vê-los muito entre os amigos e locais frequentados por motociclistas. Já outros, mais tradicionais, enraizados e solidários aos conceitos do verdadeiro motociclismo, utilizam-nos conscientes dos seus significados. São eles a Cruz de Malta, a Caveira e a Águia. Saiba um pouco dos seus significados e principalmente, aprenda e tenha atitudes de motociclista coerentes com eles. São muito mais que penduricalhos no seu colete, vestimentas ou enfeites de motocicletas.



Cruz de Malta
Símbolo utilizadíssimo no Motociclismo Mundial, A Cruz de Malta ou Cruz de São João é identificada como o símbolo do guerreiro cristão. É uma cruz com oito pontas e tem a forma de quatro braços em V que se juntam em suas bases. Seu desenho é baseado nas cruzes usadas desde a Primeira Cruzada (Expedição militar ocorrida na idade média cristã para expulsar os muçulmanos da terra santa). O Emblema dos Cavaleiros de São João foi levado pelos turcos para a ilha de Malta. A força de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam as forças centrípetas (Que se dirige para o centro) do espírito e a regeneração. Até hoje a Cruz de Malta também é muito utilizada em condecorações militares.



Caveira
Simboliza a igualdade e a fraternidade que deve prevalecer entre os motociclistas, independente de sua raça, crença, religião ou da marca de sua moto. Vale observar ainda que as Caveiras não possuem pele, olhos, boca, cabelos etc. Daí surgiu a sutil comparação.



Águia
"Esta ave transfere muito da atitude e personalidade do motociclista. Ela é um animal muito especial, é a que mais tempo vive além de ser a que voa mais alto, quase sempre em voo solitário. Ficam no alto, olhando o azul infinito. Não teme tormentas nem tempestades. Nunca se escondem… Abrem suas asas, que podem voar até 90 km por hora e enfrentam as adversidades. Enquanto o mundo fica às escuras, embaixo, elas voam vitoriosas e em paz, lá em cima. Quando chegam aos 35 anos, estão com as penas velhas, o que as impedem de voar, as unhas e o bico estão compridos demais, curvados, impedindo-as de se alimentar. Então, numa atitude instintiva e de coragem pela sobrevivência, procuram um lugar alto, próximo a uma rocha onde batem as unhas até que se quebrem. Em seguida, fazem o mesmo com o bico, batida depois de batida, até cair. Enquanto isso são alimentadas por outras, para que sobrevivam. Quando as unhas começam a crescer, ela vai arrancando as penas, uma a uma. Após aproximadamente 150 dias está completo o processo e ela parte para o voo de renovação, com mais anos de vida pela frente. Mas as águias também morrem. Quando sentem que chegou a hora de partir, não se lamentam nem ficam com medo. Tiram as últimas forças de seu cansado corpo e voam aos picos mais altos, quase inatingíveis, e aí esperam resignadamente o momento final. Até para morrer são extraordinárias! Prezando sempre a liberdade, a águia é forte, corajosa, obstinada e veloz, assim como os Motociclistas". Este último símbolo, a águia, representa mesmo as pessoas destemidas e corajosas, como as que têm os motociclistas, desbravadores que gostam de natureza, belas paisagens, vento no corpo e liberdade. Quanto à caveira, eu nunca havia pensado no que ela representa de verdade. Esta imagem, quase sempre estampada no preto das camisetas, coletes e jaquetas dos motocilcistas, dava-me a impressão de algo realmente muito esquisito e mórbido, mas certa vez avistei na camiseta de uma amiga GARUPA, uma um tanto singular, com bastante estilo e graciosidade; ela estava também sobre o preto, mas adornada na cor branco e rosa e brilhos, com contornos suaves. Depois que soube o que ela representava, símbolo da igualdade e da fraternidade, passei a gostar, pelo menos das mais delicadas...rsrs. .


Reflexões sobre o uso de um brasão
A partir do momento em que você decidir, ou for convidado, a entrar em qualquer clube de motocicletas, e aqui vale para MCs MGs, Associações, ou qualquer outra denominação, um dos pré-requisitos é que você esteja alinhado à filosofia desta entidade . Portanto esteja atento a isso! Em linhas gerais, esta terá valores que deverão ser respeitados por você. Mas algumas coisas serão comuns a qualquer uma: o prazer de pilotar uma motocicleta; a satisfação de conviver em grupo --- identificado pelo brasão do clube a qual você fará parte; e a honra de participar de uma outra família. É preciso estar ciente de que a partir daquele momento algumas coisas mudam. A prioridade não é mais do indivíduo, mas do grupo a qual se faz parte. Não estou dizendo aqui que o grupo está acima do indivíduo, mas sim que a partir daquele momento alguns valores mudam de lugar: o que importará é que o grupo esteja junto, unido como se todos os integrantes fossem um só. Não importa o lugar, o destino, o prazer agora é outro: é o de estar junto, de fazer parte de algo em conjunto, maior; de dividir valores e usar com orgulho aquele brasão. E isto deve bastar, já que laços fortes se formaram, na mesma medida em que as experiências e a convivência aumentarem. Alguns destes laços acabarão sendo para toda a vida, e outros, ainda que não se queira, de vez em quando, irão se desfazer. Mas o importante é que duraram o tempo necessário para terem se tornado inesquecíveis. Tal qual como na vida, o que foi desfeito será preenchido por outro, sem que com isso substituía o anterior. Afinal, relacionamentos humanos são insubstituíveis, pois deixam marcas indeléveis por onde passam. Mas de alguma forma isso garantirá a entidade a continuidade necessária para prevalecer, a partir do momento da criação de novos laços, ainda mais vigorosos, e de novo, enquanto durem. Então quando você recebe um brasão, recebe com ele a imensa responsabilidade de levar, toda a história daquele grupo. Leva a lembrança de cada integrante que pertenceu ou ainda pertence ao clube; leva o trabalho daqueles que lutaram para que a entidade, da qual você faz parte hoje, seja respeitada na comunidade. Leva um pouco da paisagem e da poeira da estrada que você e os integrantes já percorreram. Leva também a sua própria história de vida, lá no fundo dos alforjes. A família, a namorada, a noiva, a esposa, os filhos, os amigos (os inimigos também, como esquecê-los) e mesmo aqueles colegas de trabalho, distantes que mal falamos, ainda que não viajem ou mesmo curtam o motociclismo, entram conosco nessa grande aventura, porque sabem e vêem os seus passos e com quem você roda diariamente ou aos fins de semana. Quando você pilota identificado, você leva uma tradição que vence o tempo Portanto quando chegar a sua hora, seja grato ao conquistar o direito de usar determinado brasão, pois certamente aquelas pessoas que estão lhe conferindo esta CONDECORAÇÃO, estarão lhe recebendo de braços abertos, e lhe dizendo naquele momento um sonoro: Seja bem vindo a nossa família! Você a partir daquele momento estará representando uma miríade de rostos, personalidades, e quiça, nações (caso a entidade escolhida seja internacional) . E o que pedem em retribuição? Apenas a sua lealdade; o seu comprometimento com a entidade que você representa; e que você use aquele brasão com muita honra e galhardia. Acho que isso não é pedir muito. Ou é? (Texto de Shark, do ISRA - International Star Riders Association)


O QUE E MC E MG
A sigla “MC” normalmente utilizada nos Brasões e nos coletes por si só já indica que a palavra é composta por dois nomes, portanto o correto é Moto Clube, ou no plural, Moto Clubes. A sigla MC no Brasil é a abreviatura de Moto Clube, no plural MCs. No exterior o MC significa Motorcycle Club e só é utilizada por legítimos e tradicionais MCs, pois no exterior MCs não podem ser fundados clubes à revelia, somente Moto Grupos ou Facções podem ser criadas em territórios já pertencentes a MCs radicais. Um Moto Clube pode ter além de sua sede, integrantes residentes em outras cidades e até em outros países, que tendo número necessário de integrantes é denominada de Facção, no caso de apenas um motociclista fora da sede é tido tão somente como um Representante. Somente na sociedade existem embaixadores, no motociclismo só existem “Representantes”. Uma Facção também pode possuir sede própria na cidade onde se situa, mas não pode ter Estatuto próprio ou diretrizes diferentes da sede. A Facção utiliza o mesmo Brasão, e é recomendada a inscrição do nome da cidade, em outro bordado anexo à ele. O responsável pela Facção é o Diretor da Facção, não existindo outro “Presidente”. Qualquer entidade social, devidamente registrada, tem que ter registrada sua Ata de Criação e por conseguinte a Diretoria que a compõe, ou seja, segundo normas da legislação ( código civil ) e também de nossa Irmandade, um número mínimo de seis ( 06 )integrantes. No motociclismo um MC pode ser dirigido por apenas um Presidente, ou até por um Conselho de Diretores, mas o correto é que exista o Presidente, o Vice e sua Diretoria com cargos hierárquicos, podendo alguns cargos serem acumulativos. Moto Clube de apenas um integrante, ou um motociclista e sua garupa, não existe pois um Clube é formado por sócios, integrantes, companheiros, amigos e acima de tudo irmãos… e menos de 6 integrantes é um pequeno grupo, no máximo podendo ser denominado de Moto Grupo. Um Moto Clube é uma Associação de motociclistas para determinados fins, sejam eles quais forem, podendo inclusive um Moto Clube ser especifico para realizar competições ou possuir interesses comerciais e lucrativos. Já um Moto Grupo é mais simples, desde a sua formação, ideologia e fins, que normalmente são mais voltados apenas para o agrupamento de motociclistas e voltado para o lazer, sem compromissos diretos ou indiretos com a sociedade ou a própria Irmandade. Toda agremiação antes de se tornar um Moto Clube deveria passar pelo estágio de Moto Grupo. Da mesma forma que um integrante começa como PP e só recebe o Brasão após ser aceito pelos irmãos, um MG só deveria passar a MC após ser aceito pela irmandade. O Brasão, símbolo ou escudo é a identificação visual que o motociclista escudado porta de seu Moto Clube. Essa identificação é o que lhe diferencia dos demais motociclistas. O Brasão é a “bandeira” ou “as cores” do MC, nele estão representados basicamente o logotipo do Clube ( Normalmente um desenho que diz respeito ao nome ), o Nome, a sigla “MC” ou “MG” ( MC = moto clube; MG = moto grupo e em outros estados pode mudar de sigla, como por exemplo no estado do Paraná é MA = moto amigos ), nome da cidade e estado. Para um motociclista portar nas costas o brasão ou símbolo de um Clube ele tem que provar merecê-lo, é observado por meses, ou até mesmo por anos dependendo do estilo do clube, e tem que provar ser um motociclista responsável e um verdadeiro irmão de seus companheiros, sejam eles do mesmo MC ou não. Portanto frequentar a Irmandade sem portar o brasão ou símbolo do clube a que se pertence é renegar suas cores e renegar o apoio aos demais irmãos. Em Eventos a presença dos MCs é marcada por bandeiras com seus brasões e símbolos, cada um com suas cores e filosofias. Os novos integrantes devem receber os Brasões por etapas, a medida que forem subindo de estágio. Ao entrar deve acompanhar os novos irmãos sem portar nada nas costas do colete, após ser aprovado no primeiro estágio recebe a primeira parte “PP”, depois sobe “Meio Escudo” e por fim “Escudo Fechado” quando passa realmente a pertencer ao Clube, pois antes disso não é integrante efetivo e qualquer deslize pode tirar-lhe o privilégio de ingressar no MC. Ultimamente muitos Clubes descobriram que existem outros com o mesmo nome ou brasão, agora cabe a eles entrarem em acordo para que a coincidência de nomes e símbolos não venham causar problemas. Clones devem ser tratados e resolvidos sem brigas, com boa vontade e criatividade tudo se resolve. Se tudo isso não resolver, entrar com pedido judicial será o próximo nível da questão, desde que devidamente legalizado perante a lei. Como regra geral prevalece o nome para o MC mais antigo, seja por registro ou por reconhecimento pela Irmandade, cabendo ao mais novo a troca, alteração ou afiliação do nome ou símbolo. Se um motociclista escudado comete um ato indevido, e se existem mais Clubes com o mesmo nome, outro MC pode ser penalizado por culpa de um integrante que não lhe pertença. Da mesma forma não é admissível brasão, símbolos ou nomes clonados ou muito semelhantes, é muita falta de respeito, pense nisso! A palavra irmandade provém de irmão, portanto considerando-se que os motociclistas possuem os mesmos ideais relacionados à motocicleta, se consideram “irmãos por afinidade” e portanto pertencem a uma mesma Irmandade. Claro que isso vem de muito tempo e esta Irmandade cresceu baseada em tradições e regras próprias que a tornam única, portanto sua ideologia não deve ser desvirtuada mas sim preservada a todo custo sempre honrando suas cores, um dos outros, cada um com a sua bandeira. Apesar dos esclarecimentos descritos acima, tais regras contidas na tradição do motociclismo são repassadas por gerações entre seus irmãos e suas aplicações são feitas pelos Moto Clubes, reais representantes dos motociclistas. Quanto ao registro de MCs há controvérsias, existem hoje segmentos dentro da Irmandade que só reconhecem os Clubes que são registrados em Cartório, já outros acham que isso e coisa para Empresa, que um MC é algo diferente, apenas uma união de Irmãos que compactuam a mesma opinião, podendo até divergir em alguns assuntos, mais que todos seguem numa única direção pensando no MC, sem muita burocracia. Considerando-se que MCs podem ser fundados com diversos fins, ambos estão certos, pois para aqueles com envolvimento financeiro, comercial ou que de alguma forma necessite do CGC ou CNPJ, o registro é vital, mas para os mais radicais e voltados para a organização tradicional, o registro é dispensável. Notem que um segmento perpetua as raízes, décadas e séculos de regras, história e tradição. Já o outro segmento é moderno, é menos radical e está mais ligado à sociedade civil do que a própria Irmandade. No fim estes Moto Clubes possuem as mesmas finalidades, reunir os motociclistas, portanto só cabe aos novos Moto Clubes e motociclistas se decidirem por uma filosofia nova ou a tradicional. Vale frisar também que nos dias de hoje a burocracia é um mal necessário, visto que um MC sem registro não aluga imóvel para a sede, não abre conta em banco, não contrata funcionários, não se filia a Associações ou Federações, não tira alvará para realização de Eventos, e em alguns estados e países não pode nem rodar nas estradas sem o mesmo. Moto clubes ao contrário do que os leigos e desinformados pensam não é um grupo de motociclistas que apenas se reúnem para lazer e seus integrantes usam nas costas um desenho por estética! Moto clubes são associações baseadas na Irmandade e tradição biker. Hoje em dia precisamos diferenciar um moto clube autêntico dos diversos grupos que deveriam receber qualquer denominação exceto moto clube, como exemplo de grupos que não têm nada a ver com moto clubes e que no máximo poderiam ser denominados moto grupos. Podemos citar como exemplo os “caçadores de troféus”, ou seja, grupos ou pessoas que vestem colete sem saber seu real significado apenas para conseguir lembranças que normalmente são entregues aos moto clubes como lembrança do seu evento. A história do surgimento dos moto clubes é de certa forma complexa, pesquisando você encontra informações que associa o surgimento, em parte, ao final da guerra onde ex-militares e pilotos no pós guerra teriam feito da moto o veículo de busca de adrenalina formando diversos grupos como 13 Rebels e os Yellow Jackets da Califórnia. Nessa época já usavam identificação do grupo e mais tarde foram desenvolvendo os escudos ( brasões ) que passaram a defender e adaptavam as regras da hierarquia militar em uma irmandade formada por cargos eletivos das associações. Sabemos que muito antes disto os motociclistas já haviam percebido as vantagens de andar em grupo e já existiam associações que eram entidades sociais de pessoas que andavam de motos. A sociedade ainda confunde motociclistas com motoqueiros que aparecem em nossos encontros fazendo arruaças ( estouro de motor, borrachão, empinadas, etc. ). Além disso de 5 eventos motociclísticos 3 são na verdade feiras comerciais imbutidas em nomes de encontro nacional e nada a tem a ver com nossos princípios. A partir da década de 70 viu-se a implantação de diversos moto clubes pelo mundo, a maioria já seguindo o princípio de hierarquia e irmandade. No Brasil a popularização iniciou-se na década de 90. Hoje muita coisa anda desvirtuada, moto clubes são criados a revelia, como nomes perjorativos e por pessoas que desconhecem a história e o espírito biker, sequer sabem o significado de um brasão, honrar e respeitar as cores e muito menos seguem os princípios de irmandade. Os moto clubes autênticos foram forçados a criar campanhas para evitar abusos e coibir arruaceiros em seus eventos, em contrapartida a cada dia são criados novos eventos que nada têm a ver com as tradições biker, na verdade são eventos que enriquecem empresários e promovem candidatos políticos que se aproveitam da popularidade para atrair admiradores de motos, já que os motociclistas autênticos passam longe de tais encontros. Texto da página do facebook do motociclista Canibal Paulo